Meu nome é Alan Godoy, sou engenheiro de computação, mestre em engenharia elétrica, doutorando também em engenharia elétrica e estou na Unicamp desde que entrei na graduação, em 2003. Como alguns talvez se lembrem, sou um dos representantes discentes da pós-graduação no Conselho Universitário, então vou dedicar esse e-mail a comentar minha atuação no CONSU nesse ano (além de apresentar algumas outras atividades e ideias que pretendo defender). Neste ano compareci a todas as reuniões do CONSU, da Câmara de Administração (órgão do CONSU do qual faço parte) e dos grupos de trabalho aos quais fui alocado. Busquei sempre a transparência, atuando de forma conjunta com diversas associações de pós-graduandos e centros acadêmicos que representam a pós para buscar embasar minhas decisões. Também tentei transmitir todos os assuntos debatidos via meu blog como representante discente --
http://www.apogeeu.fee.unicamp.br/blogs/alan -- e também por Twitter (usando as hashtags #CONSU #Unicamp). Apesar de buscar representar os pós-graduandos, procurei agir de forma não corporativista, de modo que minhas opiniões manifestassem ao máximo o que vemos como benéfico à universidade e não uma defesa intransigente dos interesses dos alunos de pós, a despeito do bem da universidade.
Atuei fortemente para garantir o respeito às decisões das unidades, procurei incentivar que sejam criados canais de diálogo constante com os alunos, especialmente no que tange a avaliação de cursos/programas e de docentes, e procurei que a universidade tenha participação mais ativa com relação aos problemas que a comunidade enfrenta, especialmente na questão de segurança. Na parte de segurança, consegui a participação da prefeitura do campus no conselho de segurança de Barão Geraldo e que a universidade criasse um programa para minimizar o problema da violência no distrito (que ainda está em processo de formulação), além de ter estabelecido contato contínuo com a delegacia de polícia e com o batalhão da PM. A partir desse contato foi possível realizar um evento de discussão de alunos com as autoridades de segurança no distrito sobre os problemas aqui existentes e possibilidades de solução, além de que atualmente o delegado tem buscado que a associação de repúblicas intermedeie conflitos entre moradores familiares e repúblicas, ao invés de destacar a polícia prontamente para estes problemas que podem ser resolvidos de forma amistosa. Também consegui o apoio oficial da universidade à campanha pelo reajuste de bolsas de pós-graduação, através de moção que foi enviada ao Congresso Nacional, ao MEC e ao MCT. Por fim, no CONSU busquei não me furtar a qualquer debate e sempre colocar os pós-graduandos em pé de igualdade com os demais membros em todos os assuntos discutidos.
Não há como eu expressar todas as minha opiniões sobre todos os assuntos que serão discutidos no Conselho Universitário no próximo ano, porém vou tentar deixar claro alguns dos pontos de vistas meus e que me nortearão em todas as minhas decisões:
- Creio na liberdade dos indivíduos e que todos na universidade devem ser vistos como responsáveis por suas atitudes, o que inclui alunos de graduação e de pós; dessa forma, a Unicamp não deve tratar alunos de forma paternalista, por exemplo, através de currículos inchados ou da visão de entidades representativas (CAs e APGs) e de representantes discentes como atores que precisam ser tutorados pela universidade.
- Cada área da universidade possui suas especificidades que não podem ser plenamente compreendidas por aqueles que são de outras unidades; sendo assim, as decisões das unidades devem, sempre que possível, ser respeitadas, cabendo aos órgãos superiores definir apenas as regras necessárias para garantir a excelência da universidade.
- A universidade deve colocar-se em posição ativa na defesa do que ela considera importante para seu bom funcionamento, seja na obtenção de recursos, na garantia de segurança no entorno ou na busca do reajuste das bolsas de pós-graduação.
- As atividades escolares e de pesquisa não são os únicas partes onde a universidade pode atuar para a formação dos alunos, de forma que é importante possibilitar experiência didáticas, de vivência internacional (intercâmbios e congressos inclusos) e de ação social e aplicação prática dos conceitos formados.
- Devem ser estabelecidos canais de comunicação com todas as categorias da universidade, para que problemas que sejam a princípio pequenos sejam tratados assim que sejam detectados. Acredito que todas as decisões da universidade devem ter em mente sua missão estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país, razão pela qual os cidadãos do estado de São Paulo direcionam parte significativa de seus impostos para as universidades estaduais; isso significa que buscarei que a universidade transmita os conhecimentos aqui gerados à sociedade através de políticas de livre acesso ao que aqui é produzido e da ampliação das possibilidades de integração da universidade com a sociedade - especialmente de sua pesquisa -, mas também via parcerias com empresas e através do incentivo ao espírito empreendedor de nossos alunos.
Não listo aqui todas as minhas posições pois também participo de uma chapa, chamada "Essa chapa dá um artigo", e outros posts deveremos explicar mais sobre a posição de nossa chapa. Recomendo fortemente o voto em todos da chapa, que são pessoas responsáveis, de ideias muito diversas mas que acreditam na construção de uma universidade cada vez melhor. Sintam-se livres para enviarem seus comentários com críticas, ideias e apoios!
Sobre minha atuação fora do CONSUDurante a graduação, fui coordenador do Centro Acadêmico da Computação (o CACo) por três gestões, sendo que em uma das gestões exerci a presidência da entidade. Durante tal período implementamos diversos projetos, como organização de excursões, criação do Manual do Bixo e do grupo de avaliação discente (responsável por organizar uma avaliação mais completa das disciplinas do IC) e participação ativa no DCE, sempre tentando levar uma voz crítica à excessiva partidarização da entidade em detrimento dos alunos. Na graduação também fui representante discente no Conselho Interdepartamental e na Congregação do Instituto de Computação.
Na pós-graduação, sou diretor na atual gestão da associação de pós-graduandos da FEEC (a APOGEEU), participo do Pró-Pós - um movimento de pós-graduandos que busca integrar pessoas e entidades de diversas unidades - e fui representante discente na CCPG por dois anos. Na CCPG participei intensamente da rediscussão do programa PED, tendo batido especialmente na tecla de que ele deve ser visto como um estágio de aprendizado e que necessita de participação ativa do supervisor para o bom desenvolvimento. Também busquei que fosse estabelecida alguma forma de treinamento para os estagiários, para que estes não fossem simplesmente jogados em uma sala de aula cheia de alunos sem qualquer base didática inicial sobre a qual se apoiar.
Com certeza já falei demais aqui! No entanto, se houverem dúvidas, podem me mandar um e-mail! Meu endereço é:
Obrigado pela atenção (e pela paciência!),